Seja bem-vindo(a) à AMEEES!


PRINCIPAL QUEM SOMOS DEPARTAMENTOS CONTATO

> Principal > Bioética Médico-Espírita



DECÁLOGO DO MÉDICO ESPÍRITA

  1. Defender a doutrina de Kardec;

  2. Colocar, acima de tudo, o interesse de Cristo na vida diária;

  3. Buscar, através das próprias ações, viver a Medicina do Espírito;

  4. Levar à Sociedade Médica atual o alto contingente de espiritualidade que o Espiritismo oferece;

  5. Ampliar, sempre que possível, os conhecimentos médicos;

  6. Colaborar em Instituições Espíritas;

  7. Valorizar os minutos preciosos da existência;

  8. Combater, através do exemplo e da palavra, a perversão dos costumes;

  9. Defender o fraco e o oprimido; amparar o intoxicado intelectual;

  10. Acima de tudo, exercer a Medicina tendo em vista os desígnios divinos, reconhecendo-se como filho do Altíssimo, dispenseiro do Criador e, portanto, como humilde servo da SOBERANA VERDADE.

Mensagem psicografada em 12/10/1968, pela Dra. Marlene Nobre.


CARTA DE PRINCÍPIOS ESTABELECIDA NO V CONGRESSO MÉDICO-ESPÍRITA (MEDNESP)

Nós, Médicos Espíritas, reunidos no V MEDNESP, na cidade de São Paulo, em 28/05/2005, elaboramos a seguinte Carta de Princípios a partir da Bioética Espirita:

Em relação ao aborto

Considerando que:

  1. nosso paradigma de bioética é o personalista espírita que contempla a dignidade ontológica, a partir do zigoto, onde a vida se inicia;

  2. a vida é um bem indisponível, uma doação do Ser Supremo, que se encontra presente no micro e no macrocosmo, conclusão esta decorrente de pesquisas científicas sobre a origem da vida que apontam para a existência de um Planejador Inteligente, bem como de estudos sobre a embriogênese e o psiquismo fetal. As dificuldades dos cientistas em definir o que é vida e a impossibilidade de criá-la originariamente em laboratório são alguns entre os muitos dados demonstrativos da grandeza e da complexidade da Criação Divina;

Posicionamo-nos contrariamente a qualquer método que interrompa a vida em algum ponto do continuum “zigoto-velho", inclusive ao uso da "pílula do dia seguinte" e favoravelmente ao Planejamento Familiar, através de métodos não-abortivos, incluindo, entre estes, o DIU (Dispositivo intra-uterino), desde que utilizado, no período fértil, em combinação com método de barreira.

Em relação aos fetos anencéfalos

Considerando que:

  1. o anencéfalo tem preservadas diferentes partes do encéfalo, tais como tronco encefálico, região talâmica e até mesmo porções do córtex cerebral, possuindo, portanto, regiões responsáveis pelo controle automático de funções viscerais como os batimentos cardíacos e a capacidade de respirar por si próprio, ao nascer;

  2. para distintos cientistas, o tronco encefálico e porções adjacentes de regiões mais profundas do cérebro representam o substrato de ligação com a mente e a consciência (postura que sinaliza a presença do Espírito);

Manifestamo-nos contrariamente ao aborto do anencéfalo, pois não podemos reduzi-lo a uma "coisa descartável", reconhecendo seu direito à própria vida, ainda que temporária.

Em relação às células – tronco embrionárias

Considerando que:

  1. as pesquisas com células-tronco embrionárias, embora, teoricamente, mais promissoras, têm revelado, na prática, alto risco na geração de tumores, sendo passíveis de provocar rejeição;

  2. essas pesquisas são realizadas sem o devido respeito ao embrião, reduzido simplesmente à condição de "coisa";

  3. uma vida (a do embrião) não pode ser interrompida em benefício de outra;

  4. as pesquisas mais recentes têm demonstrado maior praticidade e boa potencialidade no emprego das células-tronco adultas, com menor risco de rejeição ou de provocar tumores e com bons resultados em casos de leucemias, cardiopatias, AVC (Acidente Vascular Cerebral), etc.;

Declaramo-nos contrários à utilização das células-tronco embrionárias, quer seja em pesquisas ou em terapias, mas posicionamo-nos favoravelmente à utilização das células-tronco presentes no indivíduo adulto e no cordão umbilical.

Em relação à eutanásia, à distanásia e à morte natural

Manifestamo-nos:

  1. contrariamente a qualquer meio intencional que antecipe a morte natural do ser humano, seja pela eutanásia, ativa ou passiva, ou pelo suicídio assistido;

  2. contrariamente à distanásia, por entendermos tratar-se de um prolongamento inútil da vida, por uma obstinação terapêutica ou diagnóstica, através de meios artificiais que não trazem benefícios imediatos ao paciente, levando-o a uma morte agoniada, com muito sofrimento orgânico, psíquico e espiritual;

  3. favoravelmente à ocorrência da morte natural, a que se dá no tempo certo. Compete-nos respeitar a autonomia do paciente - suas crenças, medos, desejos e esperanças -, oferecendo-lhe apoio médico, psicológico, religioso e familiar, que lhe possibilite morrer sem dor e viver, com dignidade, seus últimos instantes de vida terrena. Compreendemos o processo do morrer como uma fase importante para o aperfeiçoamento do Espírito, repleto de experiências enriquecedoras, tanto para o médico, quanto para o paciente, sobretudo, quando ambos têm os olhos voltados para a realidade da vida imortal.

São Paulo, 28 de maio de 2005.


CARTA DE PRINCÍPIOS DA AME-Brasil

Durante dois dias, membros das AMEs se reuniram em uma sala anexa ao grande auditório do Anhembi para discutir questões bioéticas, como os direitos do embrião e os momentos finais da existência física. Como resultado desses fóruns, ao final do II Encontro Internacional (21/06/2003), foi apresentado ao público uma carta de princípios da AME-Brasil sobre as duas questões:

Eutanásia

Considerando que:

  1. a vida nos é concedida por Deus e somente por ELE pode nos ser tirada;

  2. todos têm direito à preservação da vida;

  3. a encarnação é necessária para a evolução do espírito e deve ser preservada até o fim natural;

Resolve que:

  1. somos contrários à qualquer método de eutanásia que objetive abreviar a vida, antecipando a desencarnação;

  2. somos contrários à distanásia como meio de prolongar a vida do paciente utilizando-se de processos terapêuticos cujos efeitos são mais nocivos do que os efeitos do mal a curar ou inúteis porque a cura é impossível e o benefício esperado é menor que os inconvenientes previsíveis;

  3. somos favoráveis à ortotanásia, compreendendo-se como sendo um método de permitir a desencarnação no tempo certo, com alívio das dores e não incorrendo em prolongamento abusivo com aplicação de meios inapropriados que imporiam sofrimentos adicionais;

  4. somos contrários a qualquer método de suicídio assistido, que se compreende como um ato voluntário do médico, abreviando a vida do paciente, a pedido deste. Nosso compromisso é com a vida!...

Direitos do embrião

Considerando que:

  1. a vida é um bem outorgado por Deus, a qual todos têm direito;

  2. o espírito inicia a nova encarnação na fecundação e passa a comandar a embriogênese, em todas as fases, até o término da gestação;

  3. de acordo com O Livro dos Espíritos, existem embriões que possuem ou não espíritos destinados à reencarnação;

  4. não existe consenso científico relativo à clonagem humana e terapêutica e também nas manipulações genéticas.

Resolve que:

  1. os direitos do embrião começam com a fecundação;

  2. somos contrários a qualquer método de anticoncepção que interrompa a embriogênese a partir da fecundação;

  3. somos contrários à qualquer intervenção, terapêutica ou não, que interrompa a gestação em qualquer fase, exceto quando houver risco de morte para a mãe;

  4. nos casos de gravidez com mas formações congênitas (anencefalia, hidrocefalia, cardiopatias, meningomielocele e outras) recomenda-se orientação à mãe e envolvidos para que conduzam a gestação até o seu termo;

  5. somos favoráveis aos métodos de controle de natalidade que impeçam a fecundação, como, por exemplo, anticoncepcionais orais e barreiras (preservativos e diafragma), método Ogino-Knauss;

  6. como ainda não existem meios para identificar quais os embriões congelados que possuem ligações com espíritos reencarnantes, todos devem ser preservados;

  7. somos contrários, no momento atual, à clonagem humana, tanto reprodutiva quanto terapêutica, tendo em vista que não podemos realizar experiências em anima nobili (seres humanos vivos)

  8. é preciso implantar um trabalho preventivo de orientação sexual pelas AMEs, junto aos pais e educadores, bem como às crianças e adolescentes.


PRINCÍPIOS DO MÉDICO ESPÍRITA

Em 26 de novembro de 2006, durante o emocionante encerramento da jornada da AME-SP, a Dra Marlene Nobre recebeu a seguinte psicografia sobre os princípios do Médico Espírita:

  1. o médico espírita sabe que o seu diploma pertence a Jesus;

  2. respeita os colegas que não o compreendem, que o desqualificam, que têm preconceito em relação a sua crença e conduta. Continua, todavia, a agir da mesma maneira, sem orgulho ferido, ou decepção paralisante;

  3. toca suas pesquisas e seus estudos, buscando aprimoramento constante na sua esfera de ação;

  4. não se descuida igualmente da melhoria de sentimentos, procurando colocar seu conhecimento e sua arte em benefício dos irmãos em sofrimento, sobretudo dos mais necessitados.

  5. não se sente incomodado por ter na base de seus estudos as revelações de Kardec e Chico Xavier. Vai além, inspira-se nessas informações para fazer pesquisas científicas.

  6. sabe que a verdadeira hierarquia origina-se da evolução espiritual. Reconhece, portanto, como verdadeiro líder aquele que dá exemplos de humildade e amor ao próximo.

  7. procura o respaldo da Casa Espírita para trabalhar e aplicar o tratamento complementar espírita, mas não se descuida em demonstrar aos colegas a excelência dos princípios que o norteiam.


ADENDO À CARTA DE PRINCÍPIOS DA AME-Brasil - CARTA DE BELO HORIZONTE

Considerando que o homem é um ser integral composto de corpo, períspirito, mente e espírito e que seu desenvolvimento individual consiste na aquisição de graus de consciência cada vez mais amplos e elevados, fundamentada na liberdade de pensamento;

Considerando que o exercício do livre pensar torna o ser humano plenamente responsável por seus atos, perante Deus e os irmãos em humanidade;

Considerando que a Cannabis sativa (maconha) promove a alteração patológica da consciência, inibindo o livre exercício do pensar e do agir, razão de ser do espírito;

Considerando os efeitos deletérios das substâncias psicoativas nos corpos espirituais, bem como no psiquismo, induzindo freqüentemente a crises psicóticas;

Considerando que o uso não terapêutico de substâncias psicoativas decorre frequentemente de fugas dos conflitos íntimos e das provas educativas do espírito;

Considerando que esse uso impede o processo educativo, agrava as circunstâncias anteriores ao uso e produzem novos agravos pessoais, familiares e sociais, perpetuando o ciclo da adicção;

Considerando que o uso de drogas psicoativas potencializa processos obsessivos complexos com ampla repercussão e difícil tratamento;

Considerando os dados dos boletins epidemiológicos nacionais e internacionais nos quais o uso de substâncias psicoativas lícitas, prescritas ou de livre acesso, como o tabaco e o álcool, constituem-se num dos maiores problemas de saúde pública, segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde;

Considerando que a legalização da maconha colocá-la-ia no patamar das drogas lícitas, induzindo a um grave erro pedagógico, principalmente em relação às faixas etárias mais vulneráveis, tais como crianças e adolescentes, dando uma falsa segurança de uso desprovido de risco;

Nós, os médicos espíritas, reunidos na cidade de Belo Horizonte (MG), no VIII Congresso da Associação Médico-Espírita do Brasil, Mednesp 2011, posicionamo-nos frontalmente contra a descriminalização do uso da maconha no Brasil, bem como contra a sua legalização e comercialização com finalidade não terapêutica.

Reafirmamos, na oportunidade, nosso compromisso com a vida, desde a concepção até a morte natural, sendo contrários ao aborto, exceto quando aplicado para salvar a gestante de morte iminente, e contra o uso de células-tronco embrionárias para uso em pesquisas e terapias.

Belo Horizonte, 25 de junho de 2011.





Cadastre seu e-mail para receber as notícias sobre as atividades da AMEEES.








Estamos nas redes sociais!







Copyright © 2013 .: AMEEES - Associação Médico-Espírita do Estado do Espírito Santo :. Rua Álvaro Sarlo, 35, Ilha de Santa Maria, Vitória (ES), CEP 29051-100.